Revisão de ciclo, retrospetiva e decisão de trimestre
T1 · Observar e Idealizar — fecho do primeiro ciclo
Domínio
T1 · Observar e Idealizar — fecho do primeiro ciclo
Duração
50 min presenciais (bloco único) + aprox. 2 h digitais assíncronas
Modalidade
Equipa em auditoria e retrospetiva, com conferência individual do formador
Pré-requisitos
Todas as entregas das sessões 1 a 7 publicadas, ainda que incompletas.
Entrega
Portefólio T1 completo, retrospetiva e decisão registada
Instrumento
Checklist de auditoria de portefólio; matriz de evidências EntreComp; ficha de decisão
| Campo | Especificação |
|---|---|
| Domínio do percurso | T1 · Observar e Idealizar — fecho do primeiro ciclo |
| Duração | 50 min presenciais (bloco único) + aprox. 2 h digitais assíncronas |
| Entrega / evidência de portefólio | Portefólio T1 completo, retrospetiva e decisão registada |
| Instrumento de apoio | Checklist de auditoria de portefólio; matriz de evidências EntreComp; ficha de decisão |
| Pré-requisitos | Todas as entregas das sessões 1 a 7 publicadas, ainda que incompletas. |
| Modalidade de trabalho | Equipa em auditoria e retrospetiva, com conferência individual do formador |
Intenção Pedagógica
Fechar o ciclo com honestidade documental: a equipa audita o que tem, nomeia o que falta, revê o modo como trabalhou e decide por escrito com que projeto entra no segundo trimestre.
Objetivos De Aprendizagem E Indicadores Observáveis
| Objetivo | Indicador observável de desempenho |
|---|---|
| Auditar o portefólio T1 face a uma checklist de evidências. | Cada evidência está presente, datada e identificada, ou consta da lista de lacunas com plano de recuperação. |
| Mapear as evidências às competências EntreComp do trimestre. | A matriz associa pelo menos cinco competências a evidências concretas do portefólio. |
| Conduzir uma retrospetiva estruturada da equipa. | Existe um registo com o que manter, o que mudar e o que parar, com pelo menos dois itens em cada categoria. |
| Registar a decisão de entrada no segundo trimestre. | A decisão identifica o problema e a solução com que a equipa avança, e os riscos que reconhece. |
Aprendizagens Essenciais E Articulação Curricular
✦ Português — Texto reflexivo e sumativo: produção de balanço escrito com evidência e autoavaliação fundamentada.
✦ Filosofia — Metacognição e juízo sobre a própria ação: distinção entre relato do que se fez e avaliação de como se fez.
✦ Economia A — Revisão de decisão e informação nova: a decisão de trimestre é uma reafirmação ou correção com base no que se aprendeu.
✦ Cidadania e Desenvolvimento — Responsabilidade coletiva: revisão do contrato de equipa e reparação de compromissos não cumpridos.
PERFIL DOS ALUNOS À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA — ÁREAS DE COMPETÊNCIA MOBILIZADAS
Desenvolvimento pessoal e autonomia; Pensamento crítico e pensamento criativo; Relacionamento interpessoal; Informação e comunicação. A sessão é integralmente metacognitiva: o objeto de trabalho é o próprio percurso da equipa, e não o projeto.
Competências Entrecomp E Nível De Proficiência Visado
| Competência EntreComp | Nível | Descritor de desempenho nesta sessão |
|---|---|---|
| 3.5 Aprender com a experiência | Intermédio | Analisa o que resultou e o que falhou no seu trabalho e retira consequências para o ciclo seguinte. |
| 3.2 Planear e gerir | Intermédio | Avalia o cumprimento de compromissos e reorganiza responsabilidades em função do balanço. |
| 2.1 Autoconsciência e autoeficácia | Intermédio | Reconhece competências desenvolvidas com base em evidência e não em impressão. |
| 3.3 Lidar com a incerteza | Fundação | Nomeia riscos do trimestre seguinte sem os minimizar nem os dramatizar. |
Fundamentação Teórica E Melhores Práticas Internacionais
A sessão encerra o primeiro ciclo completo de Kolb (1984). Sem um momento estruturado de observação reflexiva e conceptualização, a experiência dos dois meses anteriores permanece episódica e não se converte em competência transferível. É por isso que o programa dedica uma sessão inteira, e não os últimos vinte minutos de uma sessão de conteúdo, ao fecho de cada trimestre — decisão de desenho curricular deliberada e frequentemente sacrificada em programas menos maduros.
O formato manter, mudar, parar provém das retrospetivas ágeis e é usado internacionalmente por equipas profissionais pela sua economia: três perguntas, respostas acionáveis, sem necessidade de facilitação especializada. A regra de conduta — falar de práticas e não de pessoas — é o que torna a retrospetiva utilizável em contexto escolar, e liga-se diretamente à segurança psicológica instalada pelo contrato da sessão 1 (Edmondson, 1999).
A auditoria do portefólio com checklist concretiza a avaliação formativa de Black e Wiliam (1998) na sua forma mais direta: os alunos comparam o seu trabalho com critérios explícitos e identificam lacunas enquanto ainda há tempo para as colmatar. O efeito é duplo — melhora o portefólio e ensina o hábito de auditar trabalho próprio, competência que Hattie (2009) associa aos efeitos mais robustos sobre aprendizagem.
A decisão registada de entrada no segundo trimestre treina a tomada de decisão com informação incompleta, que é o núcleo da competência de lidar com a incerteza do EntreComp. O documento produzido é uma das peças mais valiosas do portefólio para a certificação de junho, porque demonstra deliberação e não apenas execução.
Conceitos E Vocabulário-Chave
Portefólio de evidências; auditoria; lacuna; retrospetiva; manter, mudar, parar; metacognição; decisão de ciclo; matriz de competências; nível de proficiência.
Preparação Prévia E Materiais
✦ Imprimir a checklist de auditoria do portefólio T1 e a matriz de evidências EntreComp, um exemplar por equipa.
✦ Rever previamente cada portefólio e preparar, para cada equipa, uma observação de força e uma lacuna prioritária.
✦ Preparar a ficha de decisão de trimestre em meia página, com campos de decisão, justificação, riscos e assinaturas.
✦ Preparar o resumo visual do trimestre — linha do tempo das oito sessões e das respetivas entregas — para o bloco de abertura.
✦ Agendar as conferências individuais curtas a realizar durante o bloco de equipa, com prioridade para alunos com presença ou participação abaixo do esperado.
✦ Articular com o docente de referência e a coordenação a reunião de acompanhamento de período subsequente à sessão.
Sequência Didática — 50 Minutos Presenciais
| Bloco | Min | Ação do formador | Ação do aluno |
|---|---|---|---|
| Abertura | 5 | Faz o check-in e apresenta o panorama do trimestre em cinco minutos, percorrendo a linha do tempo das oito sessões e nomeando o que cada uma produziu. | Reconhece o percurso feito e identifica, na linha do tempo, a sessão que considera ter sido mais determinante para a equipa. |
| Input | 8 | Apresenta a checklist de auditoria e os três níveis de proficiência EntreComp com descritores. Explica como se conduz uma retrospetiva centrada em práticas e não em pessoas. Apresenta a ficha de decisão de trimestre. | Regista os critérios de auditoria e os descritores de nível. Antecipa quais evidências da sua equipa estão incompletas. |
| Trabalho de equipa | 18 | Circula durante a auditoria verificando datação e identificação das evidências. Conduz em paralelo as conferências individuais agendadas, com foco em participação e obstáculos pessoais. | Audita o portefólio com a checklist, completa lacunas possíveis, data e organiza versões, e preenche a matriz de evidências EntreComp. Participa na conferência individual quando chamado. |
| Sprint de produção | 12 | Conduz a retrospetiva em simultâneo em todas as equipas, cronometrando as três perguntas e circulando para garantir que a conversa se mantém sobre práticas. Assiste à revisão do contrato e à redação da decisão sem intervir no conteúdo. | Conduz a retrospetiva manter, mudar, parar; revê o contrato de equipa na data prevista; redige e assina a decisão de entrada no segundo trimestre, identificando os riscos reconhecidos. |
| Partilha e feedback TAG | 5 | Conduz a partilha de uma aprendizagem por equipa e da decisão tomada. Faz reconhecimento nominal de progressos individuais observados ao longo do trimestre. | Partilha a aprendizagem e a decisão. Recebe e dá reconhecimento aos progressos dos colegas. |
| Fecho digital | 2 | Atribui a reflexão individual de fim de trimestre e verifica o estado de cada portefólio. Regista presenças e fecha o quadro de progresso do trimestre. | Regista o compromisso de reflexão individual e confirma o que falta publicar até ao fim da semana. |
O trabalho continua no Ateliê Digital
Depois da sessão presencial, cada aluno completa o bloco assíncrono em três momentos. Toda a evidência é publicada no Ateliê — na pasta pessoal, na pasta da equipa e no espaço de interação entre equipas.
Escrever a reflexão individual de fim de trimestre em cinco a oito linhas: o que aprendi sobre mim, com um exemplo concreto de uma sessão, e o que quero fazer diferente no segundo trimestre.
Evidência → Pasta pessoal
Reflexão individual datada na pasta pessoal do portefólio.
Publicar o portefólio T1 completo e organizado, o registo da retrospetiva e a decisão de trimestre assinada.
Evidência → Pasta da equipa
Portefólio T1, retrospetiva e ficha de decisão na pasta da equipa.
Ler a decisão de outra equipa e deixar um voto de confiança fundamentado ou uma pergunta de risco pertinente.
Evidência → Galeria / TAG
Comentário publicado no espaço de outra equipa.
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✦ Representação: a checklist está disponível em lista escrita e em versão ilustrada com miniatura de cada tipo de evidência esperada.
✦ Ação e expressão: a reflexão individual pode ser entregue por escrito, por gravação áudio ou por vídeo curto, com os mesmos critérios de profundidade.
✦ Envolvimento: as conferências individuais dão espaço reservado a alunos que não expõem dificuldades em grupo.
✦ Alunos com portefólio muito incompleto recebem um plano de recuperação faseado, com duas evidências prioritárias em vez da lista integral.
✦ Equipas em bom estado documental recebem o desafio de produzir um índice comentado do portefólio, útil para a demonstração pública.
Avaliação Formativa
| Critério | Indicador de qualidade | Nível esperado no momento do percurso |
|---|---|---|
| Completude do portefólio | Evidências das sessões 1 a 7 presentes, datadas e identificadas. | Esperado: no mínimo seis das sete evidências; abaixo disso aciona plano de recuperação. |
| Qualidade da retrospetiva | O registo contém itens acionáveis, formulados sobre práticas e não sobre pessoas. | Intermédio: dois itens por categoria, pelo menos um deles com responsável associado. |
| Mapeamento EntreComp | As competências estão associadas a evidências concretas e não a declarações genéricas. | Esperado: cinco competências mapeadas com evidência identificada. |
| Decisão de trimestre | A decisão é explícita, justificada e reconhece riscos. | Esperado: ficha completa e assinada por todos os membros presentes. |
A sessão está concluída quando cada equipa tem o portefólio T1 completo e datado, a retrospetiva registada e a decisão de ciclo escrita e assinada. Segue-se a reunião curta de acompanhamento entre dinamizador, docente de referência e coordenação, que revê participação, entregas e bloqueios por equipa e produz decisões registadas.
Riscos Previsíveis E Resposta Antecipada
| Sinal precoce | Resposta do formador |
|---|---|
| A retrospetiva descamba em acusação pessoal. | Interromper e reformular: transformar a queixa em prática — o que combinamos fazer de diferente e quem garante. |
| Portefólio muito incompleto numa equipa. | Definir plano de recuperação com duas evidências prioritárias e prazo até à sessão 10, com acompanhamento semanal. |
| Equipa quer mudar de problema no fecho do trimestre. | Aceitar a mudança se for fundamentada em evidência; exigir que a decisão registe o que se aproveita do trabalho já feito. |
| Desmobilização após o esforço do trimestre. | Antecipar o segundo trimestre como a fase em que a ideia encontra utilizadores reais, e fixar já a data do primeiro teste. |
Nota De Facilitação
Não transforme esta sessão numa avaliação encapotada. O objetivo é que a equipa veja o que construiu — e quase todas ficam surpreendidas com a quantidade. A conversa de auditoria produz mais efeito quando é conduzida como inventário orgulhoso do que como verificação de faltas.
